QUASE MENTIRA

Tudo aqui é quase uma mentira. Quase. Entre e fique a vontade para ler e dizer.

14

de
janeiro

Férias de si

 

Janeiro é o período em que a maioria das pessoas pára sua rotina em busca de descanso, viagens e novos arranjos para o ano que começa. No entanto, para pessoas como eu, apenas férias de mim mesma traria descanso. Como ficar tranquila se, por onde vou, medo, tristeza e mágoas me acompanham? Por vários anos desejei ter coragem para apertar a tecla "OFF" mas hoje considero esse tipo de sensação uma besteira e ficaria contente apenas com uma breve pausa. Saber como é parar de pensar ou sentir por algumas semanas ou dias, se possível. Ando investindo minhas tentativas em seriados americanos, músicas burras, estréias de BBB´s e conversas pouco profundas mas, nem assim, sou capaz de me desligar. Alguém tem uma receita? Em época de férias, infelizmente, coração e cabeça são os primeiros a pular dentro das nossas malas.

6

de
dezembro

Angelina Jolie e Tom Cruise divulgam blog

Se o filho de Angelina Jolie e Brad Pitt já tivesse completado 69 anos, ele certamente pediria para assistir à premiére do filme em que Leonardo DiCaprio, ex de Gisele Bundchen, atua. Mas essa notícia não se compara com o evento que foi o casamento de Tom Cruise e aquela menina que sequer lembro o nome. As fotos comprovam tudo! Talvez se todas as pessoas resolvessem, de uma só vez, contar todos os segredos sexuais que possuem, pudéssemos ter trepadas mais interessantes do que o kama sutra e, assim, esquecer um pouco esse mundo dos outros. É evidente, no entanto, que não podemos deixar de mencionar as questões verdadeiramente essenciais como a nova novela da Globo: Pé na Jaca, a Aids que ainda nos mata e de cada Igreja Universal que é aberta em nossas cidades. Para finalizar, acho que todos nós, bissexuais, gays, lésbicas, heterossexuais e travestis, deveríamos exigir pessoas com mais silicone para frequentar os reality shows, como o BBB 7, por exemplo. Enquanto isso, fico à espera da verdadeira cura do câncer e torcendo para que os cigarros parem de matar, que fique apenas o vício e que o mal desse bem se torne apenas uma fofoca. E então? Encontrou a palavra-chave que procurava em meu texto?

6

de
dezembro

Blog secreto

Este é um blog secreto. Secreto para meus amigos, parentes, namorados. No entanto, não há nada aqui que eles não saibam. Se alguém me conhece razoavelmente bem, rapidamente identificaria de quem são esses escritos e imagens. No entanto, resolvi deixar assim. Sem que as pessoas que realmente saibam de mim tenham esse endereço. Dessa maneira, posso ter mais liberdade para escrever já que não sentirei a censura intelectual ou moral de ninguém. Talvez seja uma reação ao excesso de exposição que sofremos no orkut, não sei bem. Mas isso também tem consequências nem tão agradáveis. É evidente que se publicamos pensamentos em um site na internet, esperamos dividir com alguém. Talvez seja uma maneira de desabafar, dialogar, entender, whatever. A questão é que, devido ao meu insistente anonimato, sou pouco lida e sequer comentada. Isso é estranho e, às vezes, traz uma certa carência do tipo: será que o que escrevo não é interessante? Mas, para minha surpresa, tive visitas consideráveis quando postei: "Trepadas traumáticas. Quem não teve a sua?". Nesse sentido, comecei a me perguntar o que leva alguém a entrar em um blog. Meu objetivo não é só o de resolver minha solidão virtual, mas também, matar uma curiosidade que qualquer artista-jornalista teria. Assim, já que me encontro à disposição no Google, resolvi listar palavras que atraem internautas com o único objetivo de saber: mas o que, afinal, interessa? Será que as pessoas são tão óbvias e previsíveis? Aguardemos a repercussão do post seguinte.

2

de
dezembro

Poesia babaca

Muito trabalho
poucas férias
cerveja para aliviar
tpms
nus
amigos de menos
homens de mais
tristeza para dar
e vender
falta de coragem
para decidir
quebra de vários infernos
astrais em um
salão de beleza
onde se compra beleza
pouca luz para escolher
profissões que se confundem
desejos que sumiram
em nada
sonhos se transformaram.

1

de
dezembro

Trepadas traumáticas. Quem não teve a sua?

 

O que pretendo contar aqui não tem nada a ver com o objeto em si, ou seja, a pessoa com a qual transei. Ele é lindo, inteligente e ótimo mas acho que tudo isso aconteceu porque nem eu nem ele estávamos exatamente inspirados.

Estava eu, linda e maravilhosa como todas as outras mulheres, em uma festa de formatura. Comemoração daquele amigo que você adora mas não tem nada a ver com a sua vida a não ser naqueles doces 10 anos de amizade. Ok. Turma de engenharia. Ok. 2002. Ok. Resultado: ninguém com o qual você se identifique. No sex há longos 4 meses. Encontro ocasional com aquele ex ficante de um ano atrás. Mais perfeito impossível.

Vocês conversam civilizadamente. Ele já te perdoou por você ser uma mulher estranha que nunca quis namorá-lo, apesar dele ter muito amor para dar. Dançam muito. Bebem sempre. Dançam estranhamente. Bebem em excesso. Pedem para o táxi ir à casa dele.

Lindo. Nenhuma roupa. Homem e mulher que se gostam. Casa dele. Nenhuma preocupação com a conta do motel. Papai-mamãe na sala, de quatro no quarto, em pé no chuveiro, boquete na cozinha, de lado no corredor, em cima na copa, de cabeça para baixo no lustre. Opa! Nem tanto assim que não sou uma ginasta olímpica!

Como todo sexo bom, e assim como tudo na vida, há um momento em que é necessário parar. Descansar. Fumar um cigarro. Mas, incrivelmente, ele não pára. Você, que ainda sente culpa pelo que fez com ele, resolve fazer mais um boquete amigo, daqueles que só com muito amor e disposição se faz. Capricha. Ainda assim ele não pára. Ele não sossega. Você adormece como um anjo e ele a acorda como se não tivesse acontecido nada e, surpreendentemente, quer mais e mais.

Aí então você entende tudo. Ele não queria mais sexo. Queria era sugar qualquer resto de sopro que ainda existia em você. Queria era vingança pelo que aconteceu há um longo ano atrás.
Então me rebelei. Cansei de ser a mulher culpada para me tornar a mulher indefesa. Comecei a gritar e dizer que eu não aguentava mais. Chega. E, ainda assim, ele não parou de me tocar. Levantei da cama e comecei a vestir minha roupa, puta (ou seja, com raiva). Mas então me lembrei que eu estava com um corpete complexo e excessivamente caro que somente minha mãe ou algumas amigas conseguiam vestir em mim. Respirei fundo porque sabia que não seria fácil voltar a estar vestida como qualquer moça de família.

Pedi a ele que me ajudasse. Ele, com ódio, respondeu um simples: "se vira!". Ali pude perceber o ápice de sua resposta a todo o desprezo que tive em relação a ele em longuíssimos 12 meses atrás! Estava frita, fudida, ferrada. Na casa do inimigo e nua!

Fiquei louca e comecei a gritar ainda mais. Abri seu armário e peguei a primeira camisa que vi e fiz uma composição artística de Hering branca com saia - preta - longa - com fenda. Mas quando me olhei no espelho percebi que meu modelito será certamente um sucesso nas passarelas daqui a uns 10 anos (quando não tiverem nada mais para inventar) mas que 9 horas da manhã era cedo demais para querer bancar a vanguardista fashion.

Tirei a camisa com mais raiva ainda e ele me olhava, nu, com aquele olhar atônito e arrependido por ter mexido com alguém bem mais louco que ele. E então o armário finalmente me ofereceu a luz: um sobretudo preto maravilhoso que caia perfeitamente com minha saia. Vale lembrar que minha preocupação não passava apenas pela elegância mas, principalmente, em como seria vista ao andar pelas ruas com cara de custar míseros R$4,72.

Saí da casa dele batendo a porta e amaldiçoando qualquer pessoa que viesse a tocá-lo novamente. Fechei a porta. Fechei o portão. Restava apenas um para que eu ultrapassasse a casa do homem para chegar à liberdade das ruas. No entanto, o segundo portão estava fechado. E não havia botões próximos. Estava eu, em pleno domingo, às 09:30 da manhã, presa entre dois portões de um prédio que eu queria distância. Resolvi apertar o número do apartamento do cara para que ele abrisse mas eu não fazia idéia nem de qual andar ele morava. Resolvi ligar. Não tinha mais o telefone.

Comecei a pensar em soluções. Olhei para cima e vi que eu podia pular a grade. E daí que estava de salto longo e fino? E daí que tinha arame farpado e cerca elétrica em cima das grades? O que importava era que queria sair dali! Mas, quando já ia executar meu plano genial, minha cabeça resolveu voltar a funcionar depois de umas 5 horas em inatividade e decidi não colocar a idéia em prática.

De repente, avisto uma mão. Doce. Delicada. Uma mão de mulher. Aliás, de uma senhora. De uma singela dama que aguava as plantinhas de seu apartamento. Segurei a beira da varanda com uma força que veio do desespero e do útero e disse um educado ‘bom dia’. A mulher gritou e quase jogou um vaso em cima de mim mas, graças a Deus, percebeu que eu era amistosa. Perguntou o que eu queria e expliquei minha situação. Aliás, parte dela. Preferi me ater ao fato de que precisava sair dali e que não sabia como. Ela abriu mas, além disso, resolveu me mostrar um botão gigantesco, vermelho, que só faltava piscar, ao lado do portão. Quis chorar mas me contive e apenas agradeci. Saí de lá, horrorosa, bêbada e envergonhada e fui direto para minha casa que ficava a apenas 3 quarteirões.

Hoje, toda vez que olho para o casaco do cara e o encontro por acaso na rua, me pergunto: devolvo ou não?

26

de
outubro

Blasé. E você?

…e então ela acordou. Abriu os olhos e observou alguns detalhes do seu quarto. As prateleiras cobertas de velharias supérfluas, dois livros que começou a ler mas não teve coragem de terminar, fotos de pessoas que passaram ou que ainda vão passar, vidros de perfume velhos e dezenas de maços de cigarro vazios.

Seguiu normalmente sua rotina. Como sempre, saiu apressada para o trabalho sem sequer tomar um copo de leite ou suco. Mas havia algo diferente naquele cotidiano banal ainda que não soubesse precisar o quê. Olhou para o relógio. Estava 12 minutos atrasada. Esperava seu ônibus com um certa ansiedade mas, especialmente nesse dia, não sentiu nada ao ver todos os números e cores dos outros coletivos.

Chegou ao trabalho. Cumprimentou as pessoas. Estava estranha. Não sentia tristeza, nervosismo ou sequer cansaço. Apenas estava lá. Cumpriu suas funções. Voltou para casa.

Resolveu passar em uma loja de conveniências para comprar alguma bobagem que pudesse deixá-la com água na boca e, pelo menos, um pouco mais animada. No entanto, para sua surpresa, nenhuma embalagem de guloseimas conseguia seduzi-la.

Voltou para casa e ligou a televisão. Aí sim se surpreendeu. Nenhum comercial feito para emocionar, surtia efeito. Isso a deixou transtornada. Ela trabalhava com isso. Sabia que não há cachorro, criança ou pessoa com câncer que não emocione.

No dia seguinte foi ao médico. Ele afirmou que a doença foi descoberta por um cara chamado  Weber. Ela lia como se fosse “ueber” ao invés de “veber”, mas isso não fazia a menor diferença. O que importava é que ela não se sentia estimulada por nenhuma imagem. Até um cego se encantaria ao imaginar paisagens e cores, mas ela não. Não mais.

Continua…

23

de
outubro

Celular: um monstro disfarçado de telefone


Tudo corre normalmente. Você continua imersa em inúmeras histórias amorosas que transitam do caos à mediocridade em questão de dois finais de semana. Transa com X, beija Y e se apaixona por Z. No entanto, Z, seu novo grande amor, resolve te ligar incessantemente até que Y (aquele que te chama de Simone quando esquece seu nome) torna-se o membro mais atraente da lista. Normal. Quase banal. Até que, na semana seguinte, X transa como se você fosse uma cadela (como sempre faz e que não deixa de ser ótimo) mas, surpreendentemente, te dá um beijo no rosto que te arrepia como em nenhuma das trepadas anteriores. Normalíssimo. Você se apaixona, então, por X. Finalmente, você é apresentada a W e, esse sim, é o homem da sua vida já que vocês mal se conhecem. E nesse vai e vem de pessoas, a vida segue seu curso normal, seguro e superficial de maneira que nada pode te ferir.

Até que, inesperadamente, o celular, que finge ser apenas um aparelho de comunicação, se transforma em um eficiente instrumento de desestabilização e uma poderosa máquina do tempo. Seu ex, aquele que mesmo após 4 anos (uma copa!) não sai da sua cabeça e um dos responsáveis por você não querer se envolver com ninguém, resolve te convidar para sair. Bom, isso já não é tão normal. Mas, apesar disso, o convite é aceito e você se arruma de maneira que fique imperceptível qualquer produção para o encontro. Calça jeans no lugar de uma mini-saia, batom claro, pouco rímel e nenhum blush. Você acaba não resistindo e coloca aquela pulseira vermelha, mas e daí? Ela nem vai te deixar tão arrumada assim.

Quando chega ao café, ele já está à sua espera com um copo de whisky e outro de cerveja:

- Nossa. Você está indeciso?
- Não. Nunca estive tão decidido.
- (Glup)
- Realmente gosto de misturar as duas bebidas.

O encontro é excelente. Você rememora aqueles gestos que você adora, a noite é engraçada, leve e ele passa 3 horas dizendo como errou ao te deixar e que ninguém se equipara a você. Lindo. Você volta para casa quase feliz já que inteiramente é impossível pois ele é o maior trauma da sua vida.

Finalmente você vai dormir e, ao escovar os dentes, se olha no espelho e tem um insight tal qual o de Jude Law em Closer ao ir à ópera com a bela Julia Roberts. Não há maquiagem, inteligência, elasticidade física (ou psíquica), bom humor, beleza ou caráter que te deixe mais atraente do que o filtro da carência. De repente você se lembra que seu ex acabou de sair de uma relação onde ele foi chutado, que você foi a única que o amou de verdade e que, no final das contas, aquela enorme lista de qualidades que ele descreveu estavam potencializadas, aos olhos dele, pela sua carência. Você vai dormir com ódio pensando se deve retomar a história com W, X, Y e Z mas nunca se esquecendo de V que você conheceu no ponto de ônibus e de U, aquela mulher que ainda te quer (sim, você teve um período de lesbianismo após o traumático término).

Portanto, quando seu celular tocar, muito cuidado! Ele pode te tirar de uma roda de superficialidades confortáveis para te jogar em um poço de densidade destrutiva. Nunca se esqueça que essa invenção maravilhosa pode ser um lobo em pele de cordeiro.

22

de
outubro

De madrugada

O que eu realmente queria nesse momento seria o de poder criar uma realidade distinta da que percebo agora. Tenho plena consciência de que o que nos rodeia é apenas o que nosso olhar escolheu ou conseguiu captar. Nosso mundo consiste simplesmente em um ponto de vista. No entanto, ainda que eu tente através do intelecto perceber meu espaço de forma diferenciada, não tenho tido sucesso. Em vão, procuro criar um jogo entre minha mente e meu coração para que pelo menos um deles possa ser enganado. Mas subir em cadeiras, deitar no chão, ficar de cabeça para baixo não tem servido para que eu veja de outra forma.

É absurda a dependência que sentimos do amor. Infelizmente, profissão, família ou amigos não suprem essa carência. Tem que ser amor de namorado mesmo. Aquela sensação de que não é preciso mais nada além daqueles olhos para que tudo esteja bem. Aquela vontade, à principio interminável, de encontrar aqueles braços. Aquela falta que não passa mesmo quando estamos perto. Aquele alívio quando estamos tristes e então percebemos que não estamos sozinhos. Aquela perda de sono repentina só para poder observar o outro dormir ao seu lado. Aquele tesão que não pode esperar nem mesmo a chegada até um quarto. Aquela angústia por não conseguir encontrar um presente à altura do que estamos querendo dizer. Aquela mania incessante de ficar lembrando como se deu o seu encontro com ele. Aquela fé de que tudo na vida tem um motivo justo. Aqueles delírios deliciosos tentando imaginar ou construir o futuro. Aquela alegria ao saber que ele obteve uma conquista e que você esteve por perto para ajudar.

Queria não sentir tanta falta disso tudo. Poder apagar da minha cabeça e peito qualquer necessidade ou lembrança referentes ao amor. Se eu pudesse canalizar todo esse sentimento para minhas criações, seria perfeito. Dessa forma, poderia transar com quem quer que fosse pois não estaria em busca de afeto, apenas de prazer. Não teria que contar com a ínfima possibilidade de sentir aquele gelado absurdo de saudade. Ter que conviver comigo mesma, cheia de mágoa e desencanto, não aconteceria novamente. Não iria mais querer morrer para poder descansar desse tipo de desespero.

Mas a cada dia que passa, a cada nova história que recuso, percebo que esse tipo de amor não pode ser negado assim como não podemos deixar de comer ou dormir. Já tentei desafiar meu corpo várias vezes para tentar vencer essas necessidades básicas. Mas é inútil. Chega uma hora em que você deita e dorme mesmo que não queira ou come até grama para se satisfazer. É assim que estou. Com sono e fome mas relutando para não ceder. O triste é quando chegamos em um ponto limite: acabamos dormindo em um chão frio ou comendo lixo. Tudo isso só para atender aos gritos do nosso corpo que se nega a ouvir um ‘não’ quando o que ele quer é mais e mais.

22

de
outubro

Quase

Mas o que, afinal, caracteriza uma “quase mentira”? Muitos devem estar pensando naquela mentirinha que contamos ao namorado para fazermos aquele programa light e ingênuo com as amigas, mas que ele não aceita por pura maldade. Tem também aqueles pequenos, minúsculos, microscópicos detalhes que omitimos das inúmeras besteiras que fazemos só para não ouvir um sermão que traz uma dor de cabeça ainda pior do que aquela dúzia de taças de champanhe. Por fim, há a chamada mentira branca (ainda que ache a cor questionável) que eu denomino mentira moral. Essa vem de uma habilidade extremamente humana onde até o ato de esconder pode se tornar algo admirável por ser de boa intenção, por, supostamente, fazer bem a alguém. No entanto, para mim, a quase mentira não entra em nenhum desses casos. Por ser quase, não chega a ser, portanto, não é mentira. Apenas chega perto, assim como mão no peito, pinto e bunda em relação a sexo: encosta na porta mas não chega a entrar. Buscar a quase mentira é tentar encontrar aquelas coisas meio escondidas, estranhas e, às vezes, até perfeitas que fazem com que a gente questione se o que vemos é real. Não pretendo flertar com mentiras, mas sim, com as essências que, de tão verdadeiras, parecem ilusões. Eis a grande dificuldade: identificá-las.

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